A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu o inquérito sobre a morte do menino Juan Moraes e enviou à Justiça pedindo a decretação da prisão preventiva dos quatro PMs envolvidos no crime. Eles estão presos temporariamente desde o dia 21 de julho. A informação foi confirmada na manhã desta quarta-feira (14) pelo o delegado Ricardo Barbosa, da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, responsável pelas investigações. O menino de 11 anos foi morto na comunidade Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, em junho.
"Dois fuzis deram positivo no exame de confronto balístico com os projéteis e cápsulas recolhidos no local do crime", afirmou o titular da DH da Baixada.
Dois fuzis foram usados no crime
De acordo com a assessoria da Polícia Civil, logo após o crime, os policiais militares apresentaram dois fuzis à 56ª DP (Comendador Soares): um 762 e outro 556. Após o confronto balístico, a maioria dos projéteis e cápsulas deu positivo para esse fuzil 762, mas ainda faltava encontrar outro fuzil de mesmo calibre, segundo a polícia. Como o caso já havia sido encaminhado para a DH da Baixada, os agentes foram ao 20º BPM (Mesquita) e recolheram todos os fuzis 762, que também passaram por perícia. Um deles também deu positivo no confronto balístico com as cápsulas encontradas no local do crime.
O delegado Ricardo Barbosa informou ainda que concluiu o inquérito na segunda-feira (12), sem ter acesso ao laudo da exumação do corpo do menino Juan. "O laudo da exumação de Juan foi feito a pedido da Defensoria Pública e ainda não recebi o resultado. Já no laudo da perícia do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli) não há nenhum indicativo de bala no corpo do menino, já que estava em avançado processo de decomposição", disse.
Ainda de acordo com o titular da DH da Baixada, o menino foi baleado por policiais militares, e consta no inquérito o resultado da perícia, que constatou que não houve confronto entre PMs e suspeitos.
