O soldado israelense Gilad Shalit, libertado nesta terça-feira (18) após acordo entre o governo de Israel e o movimento islâmico Hamas, disse em sua primeira entrevista que está em boa saúde e espera que sua troca por prisioneiros palestinos ajude a levar à paz entre os dois povos no Oriente Médio.
Shalit, de 25 anos, falou à TV egípcia, em local não divulgado.
Ele parecia cansado e espantado, tinha olheiras e respondia de maneira hesitante.
Respondendo por meio de um intérprete, Shalit disse que ficaria muito feliz se os palestinos ainda presos em prisões israelenses fossem libertados para voltar a suas famílias.
"É claro que eu sinto muita falta de minha família. E também de meus amigos", disse. "Espero que este acordo leve à paz entre palestinos e israelenses e que isso ajude na cooperação entre os dois lados."
Shalit foi solto na madrugada desta terça, no Egito, após um acordo entre Israel e o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e levado a Israel.
O soldado israelense foi entregue a representantes do Egito, que intermediou o acordo, antes de ser levado a Kerem Shalom, no lado israelense da fronteira, pouco depois das 12h locais.
Ele foi levado de helicóptero para a base aérea de Tel Nof, sul do país, onde era aguardado pelos pais, assim como pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa Ehud Barak e o comandante do Estado-Maior, general Benne Gantz.
Um porta-voz de Netanyahu confirmou que o jovem se reuniu com a família. "Trouxe o filho de vocês de volta para casa", disse Netanyahu aos pais do soldado, segundo o porta-voz.
Um porta-voz de Netanyahu confirmou que o jovem se reuniu com a família. "Trouxe o filho de vocês de volta para casa", disse Netanyahu aos pais do soldado, segundo o porta-voz.
O estado de saúde de Shalit é "bom e satisfatório", disse o Exército de Israel, por meio do porta-voz general Yoav Mordechai.