Os três policiais militares suspeitos de matar a juíza Patrícia Acioli, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, passam a madrugada desta terça-feira (13), na Divisão de Homicídios (DH), na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Segundo os agentes, eles chegaram por volta das 16h30 de segunda-feira (12) e tiveram uma conversa preliminar com os investigadores.
Ainda segundo a polícia, o depoimento dos três está previsto para esta terça-feira (13).
No domingo (11), a Justiça decretou a prisão temporária dos três pela morte da juíza. Os PMs, identificados como tenente Daniel dos Santos Benitez Lopes e os cabos Sergio Costa Junior e Jefferson de Araujo Miranda já estavam presos na Unidade Especial Prisional, em Benfica, sob suspeita da morte de um jovem de 18 anos, em junho.
O caso era acompanhado pela juíza Patrícia Acioli, que horas antes de morrer pediu a prisão dos três suspeitos. Segundo as investigações, para não serem presos, eles decidiram matá-la, no entanto, eles não sabiam que as prisões já tinham sido decretadas. Segundo a polícia, os três PMs estavam vigiando os passos da juíza por pelo menos um mês antes do crime.
De acordo com os agentes da Divisão de Homicídios, os três foram levados para a delegacia em três carros do Batalhão de Choque para cumprirem o mandado de prisão. A conversa preliminar com os suspeitos durou mais de duas horas. Em seguida, eles foram levados para uma cela simples, onde permanecerão até os depoimentos.
Os revólveres e as pistolas de todos os policiais do 7º BPM (São Gonçalo) serão periciados. A polícia quer descobrir quais delas teriam sido usadas no crime. Na noite de segunda, as 695 armas do batalhão chegaram à Divisão de Homicídio, onde seriam catalogadas e depois encaminhadas para o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) para serem periciadas.
À tarde, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que os três PMs achavam que não seriam presos se matassem a magistrada: "O ideal seria que não tivesse acontecido, mas em acontecendo, nós temos a obrigação de apurar", afirmou o secretário em coletiva de imprensa.
De acordo com o delegado titular da Divisão de Homicídios, Felipe Ettore, o inquérito só será concluído em 30 dias, depois que a polícia descobrir de qual arma partiu o tiro que matou a juíza. "Temos a filmagem do dia do assassinato em que Patricia está sendo seguida por uma moto com duas pessoas", afirmou.