O conselheiro Benilson Silva, responsável pelo caso da garota de 14 anos que fugiu após ficar 4 dias sendo abusada por detentos dentro de uma colônia penal no Pará, diz que está recebendo ameaças de morte pelo telefone por ter denunciado o fato à imprensa e às autoridades.
A menina fugiu da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, na zona rural do município de Santa Izabel do Pará (a 50 km de Belém) no sábado (17) afirmando ter sido aliciada por uma mulher que a colocou dentro da unidade, onde sofreu abuso sexual de vários presos. Segundo a garota denunciou à Polícia Civil, outras duas adolescentes também estavam com ela na unidade.
“Recebi já três telefonemas de ameaças, falando que iam me matar. Ligaram direto para o meu celular de um número restrito.
Ele registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Ordem Política e Social de Belém. A assessoria de imprensa da Polícia Civil afirma que investiga as ameaças e que uma força-tarefa com vários delegados tenta descobrir como a garota entrou na unidade penal e quem seria aliciadora.
Benilson diz que não sabe quem seria o autor das ameaças. “Podem ser de detentos ou familiares de presos, que foram atingidos pela denúncia, ou até mesmo funcionários da unidade, que foram punidos e demitidos pelo governo depois que o caso veio à tona”.
O conselheiro tutelar diz que trabalha há menos de dois meses no cargo e este é o primeiro caso que assume. “Não vou desistir, vou seguir em frente. Agora, que denunciei o caso, vou até o fim. Esta é a nossa rotina, lidar com famílias problemáticas, com casos de abusos”, afirma.
A menina está em um abrigo da prefeitura e, segundo Benilson, não sabia que iria ser levada para um presídio e ser abusada sexualmente. “Ela conta que a mulher a legou até a mata atrás da unidade, onde teve o primeiro contato com os presos, e de lá, levada para dentro do presídio. Para mim, ela contou que não sabia para onde iria e nem que seria estuprada”, afirma o conselheiro.
Ele diz também que, apesar do governo afirmar que revistas realizadas por agentes no sábado não encontraram outras garotas na unidade, alguns agentes lhe informaram que mulheres haviam sido localizadas na colônia penal A informação não foi confirmada pela Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe) do Pará.
No sábado (17), quando o caso foi divulgado, 20 funcionários da unidade prisional, além do diretor da Colônia, foram exonerados. Na terça-feira (20), o major Francisco Mota Bernardes também foi exonerado do cargo de superintendente da Susipe.
A menina fugiu da Colônia Agrícola Heleno Fragoso, na zona rural do município de Santa Izabel do Pará (a 50 km de Belém) no sábado (17) afirmando ter sido aliciada por uma mulher que a colocou dentro da unidade, onde sofreu abuso sexual de vários presos. Segundo a garota denunciou à Polícia Civil, outras duas adolescentes também estavam com ela na unidade.
“Recebi já três telefonemas de ameaças, falando que iam me matar. Ligaram direto para o meu celular de um número restrito.
Ele registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Ordem Política e Social de Belém. A assessoria de imprensa da Polícia Civil afirma que investiga as ameaças e que uma força-tarefa com vários delegados tenta descobrir como a garota entrou na unidade penal e quem seria aliciadora.
Benilson diz que não sabe quem seria o autor das ameaças. “Podem ser de detentos ou familiares de presos, que foram atingidos pela denúncia, ou até mesmo funcionários da unidade, que foram punidos e demitidos pelo governo depois que o caso veio à tona”.
'Não vou desistir'
O conselheiro tutelar diz que trabalha há menos de dois meses no cargo e este é o primeiro caso que assume. “Não vou desistir, vou seguir em frente. Agora, que denunciei o caso, vou até o fim. Esta é a nossa rotina, lidar com famílias problemáticas, com casos de abusos”, afirma.
A menina está em um abrigo da prefeitura e, segundo Benilson, não sabia que iria ser levada para um presídio e ser abusada sexualmente. “Ela conta que a mulher a legou até a mata atrás da unidade, onde teve o primeiro contato com os presos, e de lá, levada para dentro do presídio. Para mim, ela contou que não sabia para onde iria e nem que seria estuprada”, afirma o conselheiro.
Ele diz também que, apesar do governo afirmar que revistas realizadas por agentes no sábado não encontraram outras garotas na unidade, alguns agentes lhe informaram que mulheres haviam sido localizadas na colônia penal A informação não foi confirmada pela Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe) do Pará.
No sábado (17), quando o caso foi divulgado, 20 funcionários da unidade prisional, além do diretor da Colônia, foram exonerados. Na terça-feira (20), o major Francisco Mota Bernardes também foi exonerado do cargo de superintendente da Susipe.