quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Professores de Minas Gerais rejeitam proposta e mantêm greve

Professores de Minas Gerais mantém greve




Mais uma assembleia terminou com decisão favorável à continuidade da greve dos professores da rede estadual de ensino de Minas Gerais, iniciada há 77 dias. 

Na tarde desta quarta-feira (24), a categoria decidiu que não vai aceitar a proposta de alteração no modelo de subsídio pago aos profissionais, apresentada pelo Governo do Estado na última terça (23). 
Após a assembleia, os profissionais saíram em passeata em direção à região central de Belo Horizonte. Segundo a assessoria de comunicação do Sind-UTE, os manifestantes devem caminhar até a Praça 7. 

Além dos professores, integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), de movimentos sociais de Minas Gerais e de sindicatos dão apoio à categoria e participam da manifestação. 
A BHTrans informou que os servidores estão descendo pela Avenida Olegário Maciel, em direção à Praça Raul Soares. Segundo a empresa de trânsito, os professores avisaram que vão interditar diversos pontos da cidade. O tráfego já é lento por onde os manifestantes passam. 


STF obriga pagamento de piso nacional a professor 

O  STF (Supremo Tribunal Federal) publicou hoje o acórdão do julgamento ocorrido em abril que reconheceu a constitucionalidade da lei que criou o piso nacional do magistério. Alguns governos estaduais e prefeituras estavam aguardando a publicação do acórdão para se adequar à legislação. A Lei do Piso foi sancionada em 2008 e determinou que nenhum professor da rede pública com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais pode ganhar menos de R$ 950 por mês. Com a correção, o valor do piso este ano passou para R$ 1.187. Quando a lei foi aprovada, cinco governadores entraram no STF questionando a constitucionalidade do piso nacional. Segundo a assessoria de comunicação do Sind-UTE a decisão do STF representa mais um instrumento que a categoria tem em mãos para a reivindincação do que já dela por direito. Já a SEE (Secretaria de Estado de Educação) informou que ainda não tem nenhuma posição sobre a resolução.